ARTE POPULAR
Arte Popular do Rio Grande do Norte perde o mestre Severino do Coco
A arte popular ancestral e negra do Rio Grande do Norte perdeu Severino Bernardo Santiago, o Mestre Severino do Coco, aos 84 anos, vítima de uma infecção pulmonar, no último domingo 7 de agosto

Foto: Rodrigo Sena
O mestre é celebrado por manter viva uma das mais autênticas manifestações da cultura popular do Rio Grande do Norte, através das brincadeiras de Zambê, Chegança, Bambelô e Boi de Reis, desenvolvidas juntas a grupos locais.
Severino ensinou essa arte a gerações de artistas potiguares e contribuiu para mantê-la ativa no estado.
Nascido em Vera Cruz, Severino é mestre de uma arte criada entre os escravizados dos engenhos de açúcar do Brasil Colonial.
O coco, um dança de roda e ritmo, surgiu em Pernambuco e se espalhou pelas capitanias adjacentes.
É um misto de batuques africanos e bailados indígenas guiado por uma cantoria em pares, conduzida por palmas, e instrumentos como ganzá, surdo, pandeiro, triângulo, e os tamancos de madeira que imitam o som do coco sendo quebrado.
A Fundação José Augusto emitiu uma nota expressando sua tristeza pela partida "deste enorme mestre que alimentou nossa cultura como a verdadeira arte do povo".
Com informações da Tribuna do Norte
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