O GRANDE DESAFIO
Qual o principal desafio para o próximo presidente do Brasil?
Colocar as contas públicas em uma trajetória sustentável sem sacrificar crescimento e programas sociais
A situação fiscal provavelmente será o problema que condicionará quase todas as outras políticas.
A dívida bruta chegou a 82,5% do PIB em julho de 2026, e a Instituição Fiscal Independente projeta déficits recorrentes e dificuldade para cumprir as metas fiscais ao longo do próximo mandato.
O dilema será difícil
CORTAR GASTOS DEMAIS: pode prejudicar investimentos, saúde, educação e programas sociais.
AUMENTAR IMPOSTOS DEMAIS: pode reduzir consumo, investimento e crescimento.
MANTER DÉFICITS ELEVADOS: tende a manter pressão sobre os juros e dívida.
FAZER REFORMAS ESTRUTURAIS: exige negociar com Congresso, estados, servidores, aposentados e diversos grupos de interesse.
E há um detalhe importante
Mais de 90% das despesas previstas no orçamento de 2027 são obrigatórias, o que deixa relativamente pouco espaço para simplesmente "cortar gastos" sem mexer em regras estruturais.
Mas não é só economia
Na percepção dos eleitores, segurança pública, saúde e corrupção aparecem entre os principais problemas nacionais, à frente de temas puramente fiscais.
Uma pesquisa BTG/Nexus de 2026 colocou segurança / violência / criminalidade e corrupção, entre as maiores preocupações, junto com saúde pública.
Em síntese, o desafio do próximo presidente será:
Fazer o Brasil voltar a crescer com responsabilidade fiscal, enquanto melhora segurança e serviços públicos sem aprofundar a polarização política.
E talvez, o ponto mais difícil seja justamente, construir uma maioria política capaz de aprovar as mudanças necessárias.
O próximo presidente, pode até ter boas ideias, mas sem congresso sem articulação política, será muito difícil executá-las.






























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