COMISSÃO DE MULHERES JORNALISTAS
FENAJ denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestou preocupação com relatos de profissionais de imprensa que atuam na cobertura da Copa do Mundo 2026
Eles afirmam ter enfrentado episódios de constrangimento, restrições à circulação e dificuldades para exercer a atividade jornalística nos Estados Unidos, uma das sedes do evento, ao lado de México e Canadá.
Em nota divulgada na quinta-feira (11/06), assinada pela Comissão de Mulheres jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira, a FENAJ destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.
Segundo relato compartilhado pela profissional, ela foi retirada de fila regular de imigração durante o ingresso nos EUA, tratada de forma ríspida por agentes e submetida à revista do cabelo.
Karine diz que o procedimento teria sido direcionado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.
Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo, e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprense e torcedores que acompanham a competição.
A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.
Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol Association (FIFA) para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante a competição.


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