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13 junho 2026

COPA 2026: Constrangimento à atividade jornalística



COMISSÃO DE MULHERES JORNALISTAS

FENAJ denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestou preocupação com relatos de profissionais de imprensa que atuam na cobertura da Copa do Mundo 2026



Eles afirmam ter enfrentado episódios de constrangimento, restrições à circulação e dificuldades para exercer a atividade jornalística nos Estados Unidos, uma das sedes do evento, ao lado de México e Canadá.

Em nota divulgada na quinta-feira (11/06), assinada pela Comissão de Mulheres jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira, a FENAJ destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.

Segundo relato compartilhado pela profissional, ela foi retirada de fila regular de imigração durante o ingresso nos EUA, tratada de forma ríspida por agentes e submetida à revista do cabelo.

Karine diz que o procedimento teria sido direcionado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.

Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo, e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprense e torcedores que acompanham a competição.

A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.

Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol Association (FIFA) para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante a competição. 

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