TRABALHO E SAÚDE MENTAL
Pesquisa aponta que assédio e sobrecarga ameaçam saúde mental de jornalistas
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira 14/09, aponta um cenário preocupante
As condições e as características do trabalho jornalístico, aliadas ao constante assédio e ao baixo apoio social, expõem os profissionais de imprensa do Brasil a uma série de potenciais problemas de saúde mental.
Produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO, com o apoio da Fundação Nacional dos Jornalistas - FENAJ, o estudo "Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil", aponta a urgência de empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas reconhecerem a gravidade da situação e atuarem para promover um ambiente de trabalho mais seguro, justo e saudável para os profissionais da categoria.
Quase metade - 48% - dos 257 jornalistas brasileiros recrutados via amostragem para responder a um questionário online, afirmaram sofrer com sintomas de insônia.
O percentual é superior à média nacional registrada no relatório Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel Brasil - 2006/2024, do Ministério da Saúde, que registra média entre 28,7% - em Natal - e 38% - em Maceió.
Trinta e seis por cento dos entrevistados também relataram episódios típicos de um quadro de ansiedade, enquanto metade dos entrevistados disse enfrentar quadro de depressão.
Desses últimos, 9% elencaram sintomas de depressão severa, e 16%, extremamente severa.
Não bastasse isso, os trabalhadores são alvo constante de diferentes formas de assédio, principalmente moral.


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