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19 agosto 2022

MEDO



AGRESSÕES DURANTE PERGUNTAS

Recenseadores do IBGE denunciam casos de ameaça e violência

O medo, a falta de orientações e a vontade de desistir têm sido comuns no dia a dia dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) desde que começaram a atuar na realização do Censo 2022, no dia 1º de agosto 

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Os relatos são numerosos em grupos das redes sociais que reúnem os profissionais.

"Um homem quase me bateu quando perguntei o sexo dele, já saiu gritando comigo e me perguntando que tipo de pergunta é essa, porque ele é muito macho", desabafou uma recenseadora em um grupo.

"Ontem eu voltei para casa chorando, fiquei o dia todo escutando piadinhas dos moradores", lamenta outra.

"Eu vou desistir antes de terminar o primeiro setor", contou outra agente.

Mas de acordo com o IBGE, as situações de agressão são casos isolados que estão sendo encaminhados localmente pelas unidades estaduais do Instituto.

Por meio de nota, o órgão informou que em casos de ofensa, assédio, agressões, qualquer tipo de violência verbal ou física, a orientação aos recenseadores é, inicialmente, comunicar ao coordenador de subárea ou ao supervisor, e registrar um boletim de ocorrência para as devidas providências.



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